
Quando surge um conflito entre empresas, seja um contrato descumprido, uma parceria que deu errado ou um pagamento que não foi feito por uma das partes, a pergunta costuma ser a mesma: “e agora, como resolver isso?”
Por muito tempo, a resposta automática foi procurar o Judiciário. Porém, idas ao fórum, processos abertos, anos de espera e expectativa são muito comuns e acabam exigindo boa dose de paciência e tensão, pois como sabemos, uma ação pode levar anos para ser julgada em definitivo no Brasil, depois de vários recursos impetrados por todos os lados. Mas esse cenário mudou. Hoje, muitas empresas já consideram a arbitragem digital como um caminho mais eficiente, estratégico e alinhado à realidade dos negócios.
Mas afinal, qual é a diferença prática entre essas duas opções?
O Judiciário: caminho conhecido, mas requer paciência
É inegável dizer que o Judiciário tem um papel essencial na sociedade. Mas, os custos e a quantidade de recursos não se adequam mais ao ritmo do mercado que vivemos atualmente, mesmo com a maioria dos tribunais já tendo informatizado seus processos. Para empresas, isso costuma significar:
Em disputas empresariais, tempo e previsibilidade fazem diferença. E é justamente aí que muitos conflitos se tornam um problema financeiro, e não apenas jurídico.
Arbitragem: quando decidir rápido importa
A arbitragem não é novidade. Ela já é usada há décadas no Brasil e no mundo, especialmente em contratos empresariais mais complexos. A grande mudança dos últimos anos foi a agilidade para resolver o conflito.
Na arbitragem digital, tudo acontece online e em um período rápido: protocolo, audiências, produção de provas e decisão final. Isso traz uma série de vantagens práticas:
Em vez de o conflito travar a operação, ele é tratado como o que realmente é: um risco que precisa ser administrado.
Arbitragem não é só tecnologia. É estratégia.
Muita gente ainda não sabe dos benefícios que a arbitragem trouxe para o sistema judiciário brasileiro. O ponto central está na mudança de mentalidade que ela traz para as empresas. Isso permite uma redução significativa de impactos financeiros e reputacionais. Aliás, se olharmos bem, este é o mesmo raciocínio que já se aplica em áreas como compliance, gestão de riscos e governança corporativa.
Então, qual é a melhor escolha?
Não existe resposta única. O Judiciário continua sendo essencial para nossa sociedade e, em muitos casos, inevitável. Mas para empresas que valorizam:
A arbitragem deixa de ser alternativa e passa a ser decisão estratégica. No fim das contas, a pergunta não é apenas onde resolver um conflito, mas quanto ele vai custar para o negócio enquanto não é resolvido.
E isso, hoje, faz toda a diferença.
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